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23 de mai. de 2020

Da poetisa Maria Pereira - Dias de Rezar

Fonte - http://albertobastos.com.br/

DIAS DE REZAR


De repente a gente não se afoga. Não existe uma poça d’água. O mar secou. Os poços explodiram. Ou racharam. Então a gente deita no deserto. E todas as águas brotam. Dos olhos. Dos nossos olhos que pedem.

 O Anjo da Misericórdia não resiste. Comparece e fica de sentinela para que a água não deixe de jorrar.

E chega o instante em que sentamos e olhamos em redor. Tudo voltou ao como era. Os rios correm outra vez na direção do mar. Os poços trasbordam. É noite. Perto do amanhecer. E na terra do coração nasce uma outra musica. Uma outra promessa. A gente levanta. E anda.


Maria Pereira

Livro: O vermelho na tarde (2004)


25 de fev. de 2019

Poesia da nossa eterna amiga e poetisa Maria Pereira - Na voz do vento



Na voz do vento

Você já percebeu que a voz do vento
é plena de enredos?

Eu que ando na cursa do mundo
nos aceiros do longe
escuto sempre. E, se ele ora é tristeza
 por vezes é alegria
e sempre encantamento.

E por essas noites eu nos negam
e o olho já não sei se é
fogueira queimada
ou chama que se esconde.
Abro porta, o coração
e escuto.

Você já percebeu que a voz do vento
é plena de enredos?
Por isso, às vezes, quando ele canta baixinho
eu lembro de nós dois

Maria Pereira

1 de out. de 2016

Homenagem aos Fundadores da SPVO


Sarau da Biblioteca Pública de Olinda 

Homenagem aos Fundadores da SPVO - Madalena Castro, Olímpio Bonald, Selma Ratis, Maria Pereira e Anélio Souza (In memória)

Clique aqui para ver todas as fotos

13 de jul. de 2011

Os Fundadores da Sociedade


Olimpio Bonald, Madalena Castro, Selma Ratis e Maria Pereira

Encontro dos fundadores da Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda, domingo dia 10/07

26 de mai. de 2010

Poesia de Maria Pereira

PREDESTINAÇÃO

(Ao meu Amado Grupo Literário Celina de Holanda)



Tem que ser da chuva

a água
da árvore a seiva
do jardim o verde
e de você
o interlúdio
do meu cotidiano.

Maria Pereira


.

18 de abr. de 2010

Poesia de Maria Pereira


SEGUNDO DIA DE OUTONO


Na canção antiga

A paixão fluía:


Folhas de outono fazem lembrar

Eu e você, nos dois e o luar...


Hoje, escuto fogos em compreender:

Você quebrou, sem pena,

A luz e o bem-querer


Maria Pereira

22/03/2005