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1 de mai. de 2015

Poesia de Beto Acioli - Punção



Punção

A alma inventa um artifício
tecendo pro açoite um manto;
à noite escurece o canto
pro amanhecer, um precipício.

As dores, um sumo suplício
vem anunciando o quebranto;
trazendo enxurradas em prantos
fomentando o sacrifício.

Partindo de quaisquer pontos,
do fim, do meio ou do início
há indecifráveis vestígios
dos mais dolentes confrontos...

À alma escurece o canto
pro amanhecer, um precipício;
A noite inventa um artifício
tecendo pro açoite um manto.

Beto Acioli 
05/04/2015

15 de mai. de 2014

Poesia de Beto Acioli - Triste Poesia


Triste poesia

A verdade é esta:
Aqui nada presta,
solidão, vazio
num rio de prantos...


E em todos os cantos

um que de sofrer,
só há desencantos,
gélido anoitecer...

Escuros são os dias;
Me vem a 
saudade,
me infesta a 
agonia,
corrói-me, molesta.


O que aqui me resta 

além do amargor?
Só aparar as arestas,
e estancar minha dor.

Fazer a travessia
esquecer o amor
e às penas compor
uma triste poesia.

Beto Acioli
28/03/2014

26 de jun. de 2013

Poesia de Beto Acioli - Para um certo incerto amor


Para um certo incerto amor
Cedo durmo às sombras da incerteza
E te cedo as razões mesmo que falhas
Fácil farto-me com abundantes migalhas
Conformado alimento tua vil avareza
O teu amor sintetiza-se em pobreza
E te pago em moedas de mesma igualha
O futuro é como agulha entre palhas
E o passado, águas cheias de impurezas.
É a carne que se rende à fraqueza
N'alma nasce remorso que se espalha
Em amargos sentimentos de tristeza
Que me vale travar essa vã batalha
Se a história sucumbirá à frieza,
Pras lembranças num álbum de farfalhas?
Beto Acioli 
06/06/2013

14 de jan. de 2013

Poesia de Beto Acioli - Dor sem nome

Dor sem nome


Inseguro de ti faço-me em frio deserto
Ecôo o silêncio numa dor que não tem nome
Momentaneamente, em mim, todo o amor some
Suspenso fica, ocuta-se em fuga, decerto

Despercebo o óbvio maquino aquém do incerto
Doces sentimentos vão... por horas me desconserto
Aberto ao medo e à angústia  que carcome-me

Ainda que surte a dor que não tem nome
Comigo, quero ter-te sempre perto
Pra que me mostre o caminho certo
Pra que meu mundo não se desmorone

Ainda peço-
te que não me abandones
Antes que o lógico faça-me desperto
Até que essa dor, de mim, faça-
se longe