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12 de out. de 2014

Livro: A Mulher da sombrinha- autor: Carlos Gaiza

Livro: A MULHER DA SOMBRINHA de autoria de Carlos Gaiza

O valor R$25,00 (vinte e cinco) mais taxa de correio no valor de R$5,00 (cinco reais) registrado com AR. (aviso de recebimento) R$5,00 (cinco reais) Valor total: R$ 35,00.

Maiores informações:   carlosbo@ig.com.br 

26 de ago. de 2014

Poesia de Carlos Gaiza - Pó



Carlos Gaiza

Quem dera,
pelo menos,
que a gente fosse lindo,
eternamente,
assim como o Ar e o Mar.
Mas não é assim não.

A poeira 
que estar em nossas casas, 
o tempo todo; 
a qual nos incomoda;
prima de caminhada; 
nos avisa, 
e nos lembra, 
e reafirma 
que iremos virar pó,
igual a ela.

16 de jun. de 2014

Poesia de Carlos Gaiza - Vontades in-glória

Vontades in-glória
Autor:  carlos gaiza
Enquanto uns
precisam de uma passagem de ônibus de 2,15;
e mais uns precisam de hum real 
para comer a única refeição do dia.
Outros querem trocar seu celular;
também outros querem trocar sua televisão;
e mais outros querem trocar sua Ferrari,
por outra, que, ainda, vai sair amanhã.

Um dia a gente tá sem nada.
Outro dia; ah! Outro dia! Sabe lá!

Contudo, do que é mesmo que eu gosto?
Dos passarinhos caminhando no meu quintal;
das lagartixas correndo no muro;
das formiguinhas, no meu terreiro,
uma atrás da outra, juntinhas.

12 de mar. de 2014

Poesia de Carlos Gaiza - Postes


Postes

 
As árvores elétricas
estão emaranhadas com suas folhas de fios
pelo meio das ruas.
A luz da sua flor
é motivo de gritaria e “mudisse.”
Os macacos são subidos nelas
na calada do dia.
E que leva ao carente um suposto conforto.
Umas são gordas; outras são magras;
outras redondas; a maioria quadrada.
De cimento ou metal,
já foi até de pau.
Assim mesmo,
os passarinhos e pombos,
se aconchegam em seus galhos
revelando beleza.

 Carlos Gaiza

9 de fev. de 2014

Poesia de Carlos Gaiza - Sábado de poesia, confraternização


Sábado de poesia, confraternização
Autor: Carlos gaiza
 
Num dia de sábado
fui no encontro
dos poetas de Olinda.
Foi tão Bom,
Que só a comida da minha vó dinda.
 
Muita gente contagiada,
declamando seus poemas
com muita emoção.
A simpatia é a regra,
que se tem no coração.
 
E assim é bom de mais
conviver com esse povo,
inspirado de muitos causos,
a repetir tudo de novo.

29 de set. de 2013

Poesia de Carlos Gaiza - "KD" a esperança


“Kd” a esperança
Carlos gaiza
Nas ruas, sem rumo,
as pessoas estão.
Muitas caras sem nada;
olhos opacos, carrancudos,
sem nada! Sem nada!
Cabeças baixas;
cabeças recostadas nos vidros
das janelas das latas de sardinhas.
Roupas simples,
onde se come guloseimas
com as mãos sujas do corrimão, e de tudo.
Muitos vermes estão por vir,
Quem sabe uma caganeira.
Se reclama de tudo;
se cata moedas;
se anda apressado.
Com o dedo se raspa o suor da testa,
e se abana com a mão,
nunca se recebe no dia certo da quinzena,
de modo que o “aff” está em toda parte.
Ainda assim, tudo vale à pena.

7 de set. de 2013

Poesia de Carlos Gaiza - Chuva da noite


Chuva da noite
Carlos gaiza

A chuva despenca de repente
sobre a telha de capa
e escorre pela telha de biqueira,
lá na extremidade goteja ligeiramente.
E aí se escuta o seu pingar,
que relaxa até os dentes.

Como é gostosa
a voz relaxante da chuva;
o barulho de água corrente
na escuridão da noite,
que amorna nossa mente

Como é bom,
quando estou na minha casa de concreto
e o barulho da chuva vai aumentando
e me provoca afrouxamento da tensão.
E tranquilo eu vou ficando.

Ah! Mas no final da rua
tem goteira na lata;
tem chuvisco na cara;
tem lençol molhado;
tem fedor pra todo lado;
tem frio que apoquenta;
tem medo do bicho;
tem falta de sono;
tem “samboco” na parede;
tem barriga doendo;
tem poeira molhada;
tem choro sem vela;
tem pintura mofada.

18 de ago. de 2013

Poesia de Carlos Gaiza



 Igualdade

                                            Carlos gaiza
   


Para praticar a igualdade,
mesmo existindo pluralidade de casos repugnantes,
só a clemência evita o preconceito e a exclusão.
Para que isso aconteça
existe a senha,
uma palavrinha mágica:
a
m
o
r


nada mais.

26 de jun. de 2013

Poesia de Carlos Gaiza - Clarice e Maciel


Clarice e Maciel

Carlos gaiza

Ali, bem no meio da praça
está Clarice junto às avencas verdes.
Praça na qual sua infância foi tão brincada.
Junto, do outro lado, está a sua antiga casa,
com uma placa bem bonita
a eternizar o seu nome e sua obra.
Para sempre Clarice;
é o que revela a praça Maciel Pinheiro
bem no meio do seu coração.
É tão bom olhar Clarice,
chega dói no olho
a emoção de está sentindo.
Se gosta muito de Clarice Lispector.
Tudo é incondicional
ao seu olhar duro de pedra.
Só o talento supera qualquer desatino.
Muitas verdades nuas e cruas
é o que ninguém quer saber,
mas muitos e muitos gostam
E se reconhecem nas tuas reflexões.
Outro dia eu passo aqui de novo.
“Xauzim” Clarice,
já me vou,
acabei de tomar meu raspa-raspa de morango.
Tão gostoso como os teus poemas,
que virou febre no “feicibuqi"

26 de mai. de 2013

Poesia de Carlos Gaiza - Depois de um século

Depois de um século
          
         Carlos gaiza

Olhando a crueza e a normalidade da vida,
se ver o corpo que nasce,
se alimenta;
assim, da mesma forma,
consome muitas outras vidas,
uma máquina sem parar;
não pode parar.
Onde a estrutura vai se modificando,
depois procria,
repassa o conhecimento,
envelhece e em seguida morre.
Assim como um leão velho
na planície africana,
que será degustado pelos tataranetos
das suas vítimas.
E será consumido por outras vidas, os vermes.
Depois de um século,
ninguém se lembrará mais de nada.
Acho que somente no “feicibuqi,”
no dia do seu aniversário.
E só.

14 de abr. de 2013

Poesia de Carlos Gaiza - Homem feminino

homem feminino
Carlos gaiza

Quem irá para o céu?
Um homem que vive na igreja e só;
ou um homem com jeito feminino?
E que dá banho em mendigos;
dá e faz comida aos esfomeados;
briga com os políticos para beneficiar crianças de rua;
cuida de amigos aidéticos;
participa de campanha para o bem dos oprimidos;
zela dos bichos de rua
e ainda alegra as pessoas tristes?
Só o Bom sabe, não resta dúvida.
No entanto, se vê nas entrelinhas,
Que aquele que diz Senhor, Senhor.
E Pseudo especialista na reflexão.
Pode até ser. Depois! Com o tempo!
Mas naquele momento
Ela é o cão chupando manga
Com direito a sobremesa e tudo.

7 de abr. de 2013

Poesia de Carlos Gaiza - Cobras

COBRAS
 
 Carlos gaiza

Peçonhenta são seres
que têm certas características
de causar medo, dor e morte
identificada pelo sua aparência
é o caso das cobras.
E logo se consegue se afastar delas
ou até mata-las.
No entanto, as pessoas são muito piores,
visto que estas são bonitas, simpáticas,
atraentes e tem dinheiro; quando não estão no poder.
Não se sabe, de imediato,
nem em curto prazo detectar tais pessoas,
assim como às cobras.
E aí já é tarde demais,
o veneno entra na sua vida
e dilacera, apodrece e mata,
além de dizimar todos em sua volta
não fica nem o rastro.

24 de mar. de 2013

Poesia de Carlos Gaiza - O Sono

O sono
Carlos gaiza

O sono saiu dai,
e ele chegou aqui,
ai eu mandei ele entrar,
e ele foi logo dizendo que não ia mais voltar pra aí não.
Estava com muita raiva,
que ninguém aí dava atenção a ele.
Então o travesseiro que é um grande amigo dele
passou a chamar a gente
para bater um papo de silêncio profundo
o que eu achei de bom tom
e muito pertinente.
No entanto,
a cama e o lençol
começaram a questionar
de quem me chamaria primeiro.
Eu fiquei calado,
enquanto o grupinho
formado pelo
travesseiro, lençol, cama e sono
discutiam quem arremataria a partida
durante o intervalo,
quando não na prorrogação
do terceiro tempo.
Fiquei muito contente
com aquele amor coletivo
o que me levou a sonhar
voando na postura em pé
com respiração profunda
e algum ronco, ou talvez
alguma baba escondidinha.
Mas deixa está, logo, logo,
eu, o lençol, o travesseiro, a cama e o sono
estaremos de pé para mais um dia
de prazer, quem sabe alegria,
ou quem sabe mais ainda
muito murro em ponta de faca.
Há quem diga que se mata um leão por dia, vige!

16 de mar. de 2013

Poesia de Carlos Gaiza - A dona da reza



A dona da reza
Carlos gaiza

A detentora da mensagem
não assumirá a sua culpa
pela prática do seu crime
e livrar um inocente de ser condenado.
Visto que ela tem a bagagem do conhecimento
que é a doutrina,
na prática da caridade
junto com a humildade.
Pois ela deixará
e fará com que uma pessoa sem culpa seja condenada
para se livrar da sua prática de violação e de sua punição.
E assim tem sido,
e nunca mudou,
e nunca mudará.

3 de mar. de 2013

Poesia de Carlos Gaiza - Na beira do rio

Na beira do rio

autor: carlos gaiza
Na beira do rio tem Manuel Bandeira
Sentado ali muito duro
de pedra e ferro
com o frescor
de poeta.
Na beira do rio tem frevo de carnaval,
que brinca ali muito ligeiro
de perna de carne e osso
com o sorriso
de folião.
Na beira do rio tem comida
Com sal de poesia
E calor de alma
Na panela
Do amor.
Na beira do rio tem água calma,
lua e sol, estrela e brilho;
No espelho do leito,
que quebra na onda
e chega
No pé.
Na beira do rio escrevo o nome
de dedo na areia molhada
da pessoa amada
com a paixão
encantada.
Na beira do rio tem barco e canoa,
Que leva e que traz,
e inspira tela
e representa
solidão.
Na beira do rio não tem emprego;
tem fome e tem choro;
tem lama que atola
a alma sem
honra.
Na beira do rio tem calçada
Pra ouvir os teus passos
fazendo surpresa,
no abraço
chegar.

17 de fev. de 2013

Poesia de Carlos Gaiza - Agarrado dentro

Agarrado dentro

carlos gaiza


A tranquilidade
faz lembrar a mágoa e a tristeza,
e é preciso correr atrás
do prazer para aliviar.