11 de ago de 2012

Poesia de Carlos Gaiza


Praçinha em agosto

Na praçinha alguém num banco,
Alguns postes, várias árvores.
Folhas que caem lentamente
O vento que dá-lhe empurrão.
A moça recostada de calça comprida e blusa limão.
O ônibus amarelo,
Ali bem perto paradinho,
Sem nada por dentro,
e muito escurinho.

Gangorra, balanço, escorrego, carrossel.
A casinha pintadinha, tão lindinha.
Areia, barro, pedrinha.
Ninguém a brincar.
O céu treme, escuras nuvens
remete aconchego.

É agosto, o friozinho, o ventinho, o solzinho.
Ninguém interessado, nem disposto.
Barriga cheia, dinheiro no bolso,
Se anda pela calçada.
Bom dia! O dia tá tão bom né?

Carlos gaiza

Um comentário:

Carlos Gaiza disse...

te agradeço Ana
em postar meus sentimentos,
tua dedicação é tão bacana.