26 de dez de 2012

Poesia de Carlos Gaiza - Frevo mulher da sombrinha

 
Frevo mulher da sombrinha
 
Carlos gaiza
Na chuva de frevo
Do bloco da mulher
Vou de sombrinha armada
Do braço do operário,
Que treme de medo
Até virar uma cagada.
(refrão)
Eu tomo uma,
Eu tomo duas,
Tomo até cair no chão
E vou me arrastando
Nesse bloco da mulher
E não de medo não.
Na calçada da igreja
Fica ela a esperar
Um homem da usina
Que por ela vai passar.
Lança seu olho comprido
De sombrinha na mão.
Toda de branco,
Que parece assombração;
Mas é mulher bonita
Que nem ela não tem não.
No bom mesmo da folia
Fica ela a brincar
No bueiro da usina
Vendo a festa lá embaixo
Até tudo acabar.
La no final da rua
Fica a casa de nós dois,
Todo mundo vai um dia,
Uns vão na frente
Outros depois.
Pam ram pam pam, panranran ranram rammmm

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