5 de set de 2010

Poesia de Margarett Leite de Oliveira


OLINDA-PAULISTA



Poucos te conhecem como eu, que acabo de te descobrir
Quinhentista donzela.
Mouros e árabes povoaram tuas matas.
E nas páginas da história, camuflaram tua glória, de ser,
Primeira (Olinda) página de esquecidas memórias...
Tens em teu canto as passadas lusas no
Histórico Sítio Nossa Senhora da Conceição
Onde brotaram milagres no teu chão
Que então Olinda ,como era linda ,se calou...
A Paulista sem memória, onde fincou Duarte, o marco da vitória.
E eu vestida de Hermes sobrevoei os teus encantos
E deles rimo e canto, o mosteiro que é das Américas o primeiro
Os manguezais que são bálsamos para a ultrajada memória de onde ecoam os gritos primeiros dos duros cativeiros e das chibatas que afligiam.
E por querer te inteira linda Paulista...
Gritarei aos quatro cantos das sereias
Que em tuas areias os primeiros povos lusos pisaram
E nelas, outros sem pátria te relegaram e sem glória venderam por trinta moedas as tuas memórias.
Olinda que é Paulista, se avistas os paus amarelos.
Que de belos, enfeitaram as mãos sequiosas de justiça
E os outros que sem dor nem compaixão
Escavaram homens rudes as tuas sentinelas escondidas
E que hoje rimo, para contar outra história

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