19 de ago de 2016

Poesia de Sérgio Accioly - O Mundo



O Mundo


Quando o mundo diz ódio,
eu me digo amor.
Quando diz vingança,
eu me digo caridade.
Quando diz perdição,
eu me digo salvação.
Quando diz destruição,
eu me digo construção.

Assim, combato o mundo em mim;
Se todos fizessem assim,
viveríamos num mundo bem melhor!



Sérgio Accioly

Poesia de João Diogo - Partem aves aos bandos


Partem aves aos bandos


Eu sei
Que há muitas
Aves migratórias!
Como sei
Que em bandos,
Partem bem unidas...
Sei também
Que a aventura,
Fugaz e transitória;
Faz regressar os bandos,
Como sempre bem vindos.
Eu sei que a rotina,
É fruto da migração alada!
Que anualmente
Partilham,
Com a sua ausência!
Assim como também sei...
Que a área delas
É demarcada,
Pela natureza,
Que ao local
Dão a sua preferência.
É a emancipação das aves
Agrupadas...
Em sucessivas mutações
Aclimatadas!
A se interligarem
Enquanto ativas.
Porquanto juntas,
No seu vai e vem...
As aves deambulam,
Com a ligeirza
Que lhes advém,
Da orientação,
Instintivamente
Coletiva.

João Diogo



Recife, 05 agosto de 2016

27 de jul de 2016

Poesia de João Diogo - O mar dá e o mar leva

Fonte  Google Imagem

O MAR DÁ E O MAR LEVA

No silencio da noite...
Velho Mar me segredava!
Que nos seios das suas águas
Onde a vista não se espalha;
Há muita riqueza junta
Como de beleza ali criada,
Apesar das limitações
E da legitimidade
Que as igualhas.
Entretanto no seu todo;
O Mar é engrandecido
Pelos imensos dons que a Terra dá!
É louvável,
O que a Natureza presenteia,
Dando de graça,
O que nos traz.
No entanto,
É prematuro dizer,
Que o Mar tem encantos!
Como desumano
O que o Mar traz,
Das profundezas
Dos desencantos!
Para esses males
De tão grande império!
Que na terra mãe
Não tem remédio,
Apenas solidariedade
Permanente;
Demos conta, que para lá
Dos seus Oceanos, imensos,
O Mar se abstém
De ser um território extenso,
Ante uma superfície terrestre
Do qual depende, totalmente.

RECIFE-2 DE JUlHO DE 2016-

JOÃO DIOGO


Poesia de Sérgio Accioly - Na Carreira dos Mazombos

Na Carreira dos Mazombos 

                                   

      

     Na Carreira dos Mazombos,
eles  passavam apressados,
para chegarem na Vila -
que foi tão rica - de Olinda.


E nos seus ombros de guerreiros,
carregavam os estandartes;
O sol já ia alto;

-  E a bandeira flamenga no Recife!

O mar cercado de pedras;
As luas do desespero  
arremessavam o luar

nas ondas do mar.

E na areia da Praia do Pau Amarelo,

espiavam para contar as naus 
que passavam para a Ilha de Itamaracá:

- Igarassus, cheias de pólvora!

Sérgio Accioly

      obs. Carreira dos mazombos - estrada,

               Mazombos - filhos dos europeus nascidos na terra,
               Bandeira flamenga - bandeira holandesa
               Igarassús - canoa grande, naus.                                       
               Naus - navios daquele tempo.

Poesia de Alessandra Brander - Sem um livro na mão


SEM UM LIVRO NA MÃO

Sem um livro na mão eu me sinto sem chão...
É como um coração vazio sem inspiração!

Sem um livro na mão,
a minha vida fica sem direção...

É como se fosse o pulmão
que me traz a respiração!

Sem um livro na mão eu não fico!
Eu não fico, por não fazer nenhum sentido.


Alessandra Brander 
25/07/16


Feliz dia do escritor!

Poesia de Margarett Leite - Hoje é o melhor dia


HOJE É O MELHOR DIA

Hoje encontrei a vereda certa
hoje não encontrei a rua tão deserta
de paz e de luz no meu coração
hoje a certeza da escolha é certa
do bem maior que é o amor de deus
dentro do coração luz


Hoje eu entendo que o caminho é certo
hoje eu te levo por trilhas antes desertas
de ética e moral em teu coração


Hoje eu acerto as arestas e dou a festa
para comemorar a tua salvação
em deus, por mim, por deus, por ti
pelo universo enfim que caberá
no teu coração.



(POESIA DE MARGARETT LEITE)

Poesia de Sérgio Accioly - Volta


Volta
Volta pra mim, coração,
porque eu te amo tanto.
Volta pra mim, coração,
porque estou sofrendo.
- Volta pra mim, meu coração!

E me dá a graça do perdão,
para seguirmos felizes,
nessa longa estrada,
nesse caminho de fé.

Sérgio Accioly

Poesia de Lucélia Gomes - As Palavras Mágicas


AS PALAVRAS MÁGICAS

Que as palavras mágicas
Alcancem o seu destino
não desapareçam dos corações 
nem fiquem guardadas nas cartolas
que elas sirvam de estímulos 
que alimentem as almas
já dizia o Poeta: 
“Tudo vale a pena, se a alma não é pequena...”
E se surgirem muitos caminhos
e desaparecerem os sonhos
restando-lhe só o silêncio 
É que os sentidos tomaram outros rumos
respire fundo !
Deus conduzirá você.


Copyright 2015

 

Poesia de Valque Santos - Anamnese

Fonte - Google imagem


ANAMNESE

Batimentos cardíacos
pressão sanguínea
exagerados.

Cefaléia intensa
+ febre
+ dor nas articulações
Há +/- 1 dia
T – 38° Negativa.

Ansiedade
nervos a flor da pele.

T + 40° Positiva
febre intensa
corpo trêmulo.

Pupilas delatadas
mãos inquietas
suor descendo do rosto.

Alardes
policia 
ambulância 
bombeiros.

Para traduzir o amor
quantas partes?

Conflitos
aflitos
manicômios
lotados.

Efeitos colaterais
Para traduzir o amor
em partes.


Texto do livro: Perímetro Urbano
@Copyright 2015 Valque Santos

13 de jul de 2016

XII Antologia da SPVO 2016


Poetas Participantes:
  • Adriana Barbosa
  • Alcindo Pedrosa 
  • Alessandra Brander
  • Alzira Paiva
  • Elizabeth Brandt Feijó
  • Genicleide Lima
  • Giselda Pereira
  • Irenice Martins
  • Leda Santos
  • Lindalva Vanderlei 
  • Lucélia Gomes
  • Luciene B. Gomes
  • Madalena Castro
  • Manuel Oliveira Batista
  • Margarett Leite
  • Maria de Andrade
  • Maria Pereira
  • Maria Rita de Freitas
  • Neide Germano
  • Olimpio Bonald Neto
  • Selma Ratis
  • Tereza Laura
  • Valque Santos
  • Xavier de Barros

11 de jul de 2016

Poesia de Sérgio Accioly - Caminho


Fonte: Google imagem

Caminho
Para longe de mim:
meus medos e anseios,
em volta de mim:
meus sonhos.

Para que eu vá
bem no mundo,
para que eu ande em
paz no caminho.

Caminho sem grandes desejos,
caminho de sabedoria,
caminho que chega
aonde eu quero:
- Na Vida Eterna!

Sérgio Accioly

Poesia de João Diogo - Fogueiras do passado


FOGUEIRAS DO PASSADO

Recordo nostálgico
As Fogueiras do passado!
Quando as saltávamos
Livres e desprendidos...
Fogueiras de rua,
Qual pilha de lenha queimada...
Espumando línguas de fogo,
Em todos os sentidos.



Logo chega o dia
E o reboliço espevita o folião!
Fogueiras do passado,
Já faz tempo, lembro agora!
Era a noitada investida
No São João,
Com moços e moçoilas
Brincando pela noite fora.



Na minha mente
Um veio luminoso me repassa!
Qual recalque,
Dum tempo que jamais passa...
Orgia sanjoanina
Insuflada de beleza.


Fogueiras de outrora
Como me alegram!
Evocá-las nesta data
Em que se celebram,
As festas populares
Da alegria...
E também da tristeza...!!!




João Diogo

Recife 11 de Junho de 2016

Poesia de Giselda Camilo - Eu Letra Você Melodia



Eu Letra Você Melodia


Quando te encontrei
Senti o amor nascer
Dentro de mim
Brotando do coração
Enraizando-se pelo corpo
Tomando meu ar
Apoderando-se do meu ser
O brilho do teu olhar
No nosso encontro
Traduzia a felicidade
Do amor conquistado
Do amor desabrochado
Do amor desejado
E eu embarquei na viagem
Rumo às demais conquistas
E me fiz letra
E vc melodia
E nos afinamos
E a canção
Saiu melodiosa
Bela, sintonizada
Beleza de sinfonia
Que tocará
Pra sempre
Em nosso palco
Eternizando
Nossa trilha sonora
De amor.

Giselda Camilo

(Faz parte de Aroma de Verso - Livro a ser publicado)