14 de fev de 2017

Poesia de João Diogo - Pequeno e atrevido




PEQUENO E ATREVIDO


Omisso e resoluto
Ele fita o Mundo
28 vezes por Ano!
Como se o astral,
 Que o coloca no universo,
Como um dos menores em tamanho,
Tivesse o condão.
 De premiá-lo, dos restantes,
 Como o mais tacanho,
Soberano e irreverente
Mês profano.
Além de ser,  o  mais charmoso
E o mais controverso  mês do Entrudo
Ele é, além  de expressivo,
 Passivo e errante
E Sem qualquer esboço de contradição;
O  mais corriqueiro,
E o mais buliçoso de todo o mundo...
Em suas deambulações,
O mês diverte, rejuvenesce e enobrece
Como atracção,
Pese o facto da sua hereditaridade
O ligitimar como mês carnavalesco.
Pequeno e atrevido mês
Que actua sob o comando alheio,
Tem o aliciante de ser o evento,
Que mais ligitimidade tem,
No mundo inteiro!
Apesar da euforia alardeada
Ser confusa e atrevida.
Brincalhão e divertido...
Da morte ele se abstem,
Contudo é o mais verossímil
Mês do Ano
A ser recompensado
Por tudo
Que lhe advém,
E também, do que lhe vem.
Do além...!!!

 

RECIFE- Fevereiro de 2017

 João Diogo

9 de fev de 2017

Poesia de Madalena Castro - Frevar em Olinda



Fonte - Google imagem


FREVAR EM OLINDA

Eu vou frevar em Olinda
Cidade que faz sonhar
Pelas ladeiras de Olinda
Ninguém vai me segurar

Começo no Varadouro
Depois eu subo a ladeira
Vou frevar com alegria
No Mercado da Ribeira

Nos Quatro Cantos, no Amparo
Também no Alto da Sé
Eu vou frevar bonitinho
Frevar na ponta do pé

E quando estiver cansado
Na praia vou me banhar
Depois eu caio no frevo
Até o frevo parar

Madalena Castro

4 de jan de 2017

Poesia de João Diogo - Eu sou o primeiro mês


EU SOU O PRIMEIRO MÊS

Oh! Janeiro! 
Por quê... O primeiro mês do Ano?
Ansiedade do acontecer?
Naturalidade do existir?
Finalidade de te afirmares
Como um talismã?
Ou prioridade
Ante quadro
Optimista e soberano;
A te indicar
Como o mais primário,
Mês, da era cristã.
Oh! Janeiro!
Vítima do descaso da iniciação...
Que a natureza eclode
Em braçadas de humores rigidos!
Punindo e abrançando
Horizontes em evolução,
Que a alvorada recreia
Em tons de cinza
E negrumes frigidos.
Oh! Janeiro!
Que doas que recebes e que consentes,
Ainda que tenhas a teu cargo
O mês que mereces...
Como referência
Ao que te enobrece, anualmente.
Como mês fecundo,
Acessível e rotineiro,
Que a lei da rotatividade, te elege,
Como o mês do Ano mais primeiro...
Apesar da agressividade
Que te engrandece,
Lisonjeiramente.

Recife- Janeiro de 2017

João Diogo

17 de dez de 2016

Atenção - Programa Sábado Poético


Poesia de Miquéias Crasto - Eis a questão!


Eis a questão!

Quando penso estar certo,
Vem o errado distorcendo,
Quando penso estar vencendo,
Vem problemas crescendo,
Quando penso superar,
Vem anexo a tristeza,
Quando penso animar,
Sigo livre em fraqueza,
Quando penso chorar...
Logo nasce um novo dia 
E meus olhos a brilhar,
renovados de alegria, 
Seguem firmes a andar.
Na certeza que um dia... 
um Novo dia virá.

Miquéias Crasto

Poesia de Margarett Leite - Um dia um amor


Um dia um amor

(Margarett Leite)

Um dia um amor
que nasceu de Deus
que nasceu no céu
que é só a paz
que se perdeu do céu
que se perdeu de Deus
que se perdeu em dor

Um dia um amor
que se perdeu no caos
que se doou ao leo
que se fez profano
que se deixou sujar
que tentou sair
da missão que há

Um dia um amor
que se reentregou
que voltou pra Deus
que então reviveu
em mim renasceu
se doou a Deus


Um dia um amor
que desfez os nós
só deixou a luz
que nasceu no céu
que sempre viverá
na eterna paz
que é só de deus
e só a luz dará
o perdão de Deus
e só amor será
se for meu e seu..

7 de dez de 2016

Poesia de João Diogo - Nascimento


NASCIMENTO

Aceitareis o Nascimento
Como eu o antevejo?
Da cor do céu!
Resplandecente!
Único e imortal!
Como se fora um privilégio;
Eu o aceito
Como mortal!
Porque tudo que há de melhor
E de mais sagrado!
Revive.
Em seu “corpo nu”
De recém-nascido!
De estrutura pura
E sacramentada!
“Ele” como Messias,
É e será sempre
Bem-vindo.
Porque nada,
Se lhe poderá exigir!
Porque nada será efémero!
Assim como também nada
Poder-se-á reclamar,
Porque a Lei é divina e Eterna
Tal a realidade intocável,
Submissa ao Redentor!
Que visão total,
Deste “ser menino”!
Que nasceu à época
Das imperfeições
E do desencanto libertino!
Para salvar o Mundo...
Tão carente
De Paz
E de Amor.



JOÃO DIOGO

Recife, 03/12/2016

Poesia de Madalena Castro - Quem é meu amigo?



QUEM É MEU AMIGO?


Quem é mesmo meu amigo?
É tão difícil saber
Não sei se é quem está
Perto pra me socorrer
Ou quem está bem distante
Me ajudando sem me ver


Ou será que é aquele
Que me trata com bondade
Chega sempre no momento
De grande dificuldade
Torna-se meu confidente
E me jura lealdade?


Talvez, seja aquele amigo
Que pra mim é quase irmão
Mesmo estando perto ou longe
Nunca me deixa na mão
Não guarda ressentimento
Nem mágoa no coração



Madalena Castro

29/10/16

26 de nov de 2016

ATENÇÃO



Devido à problemas técnicos, hoje NÃO será transmitido o Programa Sábado Poético - Rádio Amparo FM.

Até o próximo sábado!


25 de nov de 2016

Poesia de Selma Ratis - Com prazer


Poesia de Giselda Pereira - O ciúme da chuva pela lua



O CIÚME DA CHUVA PELA LUA 
( Histórias que minha avó contava e que transformei em poesia)

A Chuva era generosa
Ajudava encher os rios
Molhava as plantações
Não deixando os potes vazios
Procurando ser passiva
Nos seus grandes desafios...

Mas conta uma bela senhora
Que nas noites de Lua cheia
A Chuva se chateava
Com o clarão das aldeias
Então ficando com ciúmes
Encharcava as areias...

A Lua com sua beleza
Deixava a chuva magoada
Em todas as fases que estava
A lua vinha iluminada
E a chuva ficou pensando
Como deixa-la apagada...

E a bela senhora contava
O que a chuva ficou a pensar
Numa bela noite
De falar com o bravo Mar
Que as ondas fossem tão fortes
Pra Lua se afogar...

Mas o Mar , que também era
Pela Lua apaixonado
Falou pra Chuva assim
Deixe esse ciúme de lado
Misture suas águas as minhas
E  me deixe enamorado...

E no final da história
Caiu uma chuvarada
E a bela senhora contou
Que a Chuva era amada
Que não tinha mais ciúmes
Pois estava apaixonada...


     Giselda Pereira

15 de nov de 2016

Poesia de Madalena Castro - O Sorriso do Menino

Fonte - Felipe Lima (DigiForum)

O SORRISO DO MENINO

À noite, havia chovido
O céu estava nublado
Eu andava com atenção
Pelo caminho molhado
Quando vi que um menino
 Caminhava ao meu lado

Era um menino bonito
Com nariz bem afilado
Por veste, só tinha mesmo
Um short velho e rasgado
Deu um sorriso pra mim
Depois seguiu apressado

E aquele belo sorriso
Comigo ficou guardado
Foi um sorriso amarelo
De um menor abandonado
Que, para mim, terá sempre
Grande significado

E lá se foi o menino
Pelas estradas da vida
Sem rumo e sem direção
Sem amor e sem guarida
Deus não permita que seja
Mais uma ovelha perdida


               Madalena Castro            
  12/08/15

Poesia de Giselda Camilo - Sempre Super

Fonte - Romário Farias

Sempre Super

Para alguns
Completamente sem pudor
Linda, formosa e nua se mostrou
Para outros
Se vestiu de bailarina com collant
E fez das nuvens frufrus esvoaçantes
E para muitos
Completamente envergonhada
Seja por estar nua ou não saber dançar
Se escondeu e não quis se mostrar
Muitos te procuraram para se inspirar
Poetas, amantes da poesia e namorados
Olhando horas para o firmamento
A ti procurando
Todos querendo ler a beleza do teu recado
E mesmo sem vê-la, para sua beleza adorar 
Esses singelos versos fiz para te homenagear
Sabendo que outra hora, outro dia
Conosco, bela e inspiradora,
Sempre super, querida Lua,
Rainha dos céus, como sempre, 
De volta estará
E com AMOR estarei aqui a esperar.


Giselda Camilo

14 de nov de 2016

Poesia de Virgolino Lima - Super Lua


Super Lua


Há tempos lhe esperando

Chegou a sua noite
E com seus mistérios
Venha oscular meu amor
Sua grandeza nos encanta
És a dama da noite
Com meu amor lhe esperando
Desde a boca da noite
Reproduza nossa sombra no chão
Com meu amor de perfil
Assistindo sua exibição
Desejando viajar contigo
Tendo sua luz
No nosso abrigo
Tenho que lhe agradecer
Pela sua apresentação
Sei que você se vai
Mas ficarei eternamente
Com meu amor no coração.


Virgolino Lima