14/02/2012

Poesia de Madalena Castro



FREVAR EM OLINDA

Eu vou frevar em Olinda
Cidade que faz sonhar
Pelas ladeiras de Olinda
Ninguém vai me segurar

Começo no Varadouro
Depois eu subo a ladeira
Vou frevar com alegria
No Mercado da Ribeira

Nos Quatro Cantos, no Amparo
Também no Alto da Sé
Eu vou frevar bonitinho
Frevar na ponta do pé

E quando estiver cansado
Na praia vou me banhar
Depois eu caio no frevo
Até o frevo parar

Madalena Castro

Poesia de Gerusa Leal


Quando chega

sacrifício
asfixia
futuro
falta

fevereiro
fantasia
fortuna
recife

foliões
feitiço
furacão
triunfal

finalmente
alforria
frevo
afinal

Gerusa Leal

13/02/2012

Poesia de Carlos Gaiza


Poema: frevo Recife – 87

Que frevo é esse de bela canção
Que rasga ouvido, e devora coração
Que treme o corpo
Vai pelo braço e explode na mão.

É o frevo Recife
Que não ta morto no esquife
enfeitado de trabuco
Que atira alegria
E se veste de Imperatriz
Levando guerra de blocos
pro diário de Pernambuco
na praça da meretriz

no rio Capibaribe
esse frevo vai passar
vou tomar banho de frevo
quando esse frevo tocar

Que passa ponte de lá
pro outro lado brincar
que passa ponte de cá
prá quem vem namorar
vai arrastando a gente
e não há quem aguente

Carlos Gaiza

12/02/2012

Poeta Luiz Alberto Machado - 30 anos de Arte Cidadã

Poesia de Luciene Gomes

Poetisa Margarett Leite com o Governador Eduardo Campos

O Governador Eduardo Campos recebendo o Livro "IX Antologia da SPVO" da nossa poetisa Margarett Leite.

Com acolhida fraternal o governador Eduardo Campos nos recebeu no Palácio com o  mestre Amaro ( mestre de esculturas em barro e farinha de mandioca) , o Mestre levou na ocasião , duas esculturas em farinha de mandioca para presentear o Governador; são ações de respeito e singelo apoio,o que nos leva a acrescentar que estamos caminhando para um estado de fraternal respeito a cultura pernambucana e ao artesanato nordestino no governo de Eduardo Campos.

Nossos agradecimentos, em nome de todos os escritores da Academia de Letras e Artes do Paulista, da Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda, do encontro com a poesia do sindifísco e de outros grupos literários que participamos, como também da comissão de artesanato junto a fundarpe, da qual nós fazemos parte.



Margarett Leite

08/02/2012

Poesia de Madalena Castro


A DESCOBERTA

Descobri que sou poeta
Poeta pode sonhar
Ir até o infinito
Pelas nuvens caminhar

Posso sonhar que na vida
Só senti felicidade
E não há mais violência
Em nossa linda cidade

Posso trocar a tristeza
Por momentos de alegria
Trazer a paz para o mundo
Com um toque de magia

Que não existe nas ruas
Um menor abandonado
Todo povo brasileiro
É muito bem educado

Posso transformar o mundo
Com a minha poesia
Você concorda comigo ?
Então amigo sorria !!!

Madalena Castro

Prévia literária carnavalesca - Bacanal do Bandeira

Poesia de Beto Acioli


A cara da dor

eu coração é só escombros
Âmago destroçado pela nostalgia
Alegrias em flash como relâmpagos
Flecha no peito, melancolia

A travessia eu não encontro
Fico prostrado num vão passado
Monotonia e desencontros
Trafegam agora de braços dados

Com sentimentos agargalados
Presente frio é só desencanto
Pranto constante, cão desolado

Felicidade não enxergo tanto
Fico escavando o que foi passado
Chegando ao fim infeliz portanto

Beto Acioli