7 de jun de 2017

Poesia de João Diogo - Meu canteiro de mimosas


MEU CANTEIRO DE MIMOSAS


Não tenho, mas muito desejava...
De certeza me entristece!
Ter mimosas... Oh!  Como adorava!
Mas no maior desespero busquei
Por todo o Brasil, não encontrei,
Aquela, que me enlouquece.

Vi terras para mim desconhecidas!
Assim como outras terras por onde andei...
Flor mimosa, nem uma parecida;
Talvez porque o clima tropical
De tão quente e sazonal
Não produzisse, nem nas terras que inventei...

Gosto muito da mimosa flor!
Nunca tive um canteiro meu;
Se eu tivesse esse amor
Mais o jardim do meu encanto;
Seria gratificante o meu espanto
E da mimosa, que em mim nasceu!

Criou-se, formou-se ainda na raiz!
Na minha mente a sustentei...
Como flor ela me faz feliz
Pois a criei quase maquinalmente;
Com a aquarela, da minha mente!
Mais a poesia, que a ela dediquei.

Não faço versos de ressureição,
Não faço porque não sei!
Mas num espírito de inspiração
Daria de bom grado a vida
Duma vida que eu quero vivida
Mais a mimosa que sempre amei.


Recife- 3 de junho de 2017-João Diogo

31 de mai de 2017

SPVO 20 anos de poesia


Poesia de Virgolino Lima - Desafio

Ilustração: Tela do conterrâneo Tovo Cabral.

Desafio

Lavadeira na beira do rio
Sempre lava suas roupas cantando
Feliz com as águas que vão passando
Lavar bem lavada é um desafio
Desafio é ganhar o pão no frio
Sabão e água para ensaboar
Esfregar para depois quarar
Para ver a roupa bem alvejada
Ganhar pouco e sentir-se cansada
Nas águas que vão para beira do mar


Virgolino Lima 

Poesia de Giselda Camilo - Volta


Volta!

Parece que foi ontem que percebi seus longos cabelos na cintura e por eles me encantei;
Parece que mim foi ontem que descobri a beleza do seu rosto, o encanto amoroso do seu olhar, quando para mim olhava;
Parece que foi ontem que me acordava com sua doce voz dizendo que a hora da escola era chegada;
Parece que foi ontem que me levou pra passear pegando na minha mão com o maior cuidado para eu não me perder;
Parece que foi ontem que me ensinou o dever de casa com a calma e a paciência que lhes são tão peculiares;
Parece que foi ontem que na minha rebeldia da adolescência a fiz sofrer quando por meus caprichos a enfrentava, mas, mesmo assim, ainda me amava;
Parece que foi ontem quando me levava para a maternidade e minha primeira filha no colo segurava;
Parece que foi ontem que me dei conta de quanto amor eu era agraciada por sentir quanto sofre a mãe para uma vida criá-la;
Parece que foi ontem que por dores e aflições por mais que tenha passado, em seu rosto o sorriso sempre estampado estava, quando de uma palavra amiga eu precisava;
Parece que foi ontem, mas, me dou conta que o tempo passa...
E o tempo passou.
E trouxe as consequências naturais
De quem vive. Envelhece.
E hoje a vejo ali,
Tão linda quanto antes
Tão serena como quando me ensinava.
Seus cabelos, já não são longos,
Mas me encantam com seu prateado;
Quero teu olhar outra vez,
Quero teu sorriso outra vez,
Quero ouvir tua voz outra vez,
Quero teu abraço outra vez,
Quero teu beijo outra vez...
Volta! Esperamos...

Giselda Camilo
28/11/2015

10 de mai de 2017

Poesia de Virgolino Lima - Acróstico para minha querida mãe


ACRÓSTICO PARA MINHA QUERIDA MÃE

Graças à Deus 
Estou satisfeita
Nesse dia de homenagens
Imposto ao meu papel
Levei toda minha vida
Dando o melhor que podia
Aos meus filhos, três já no céu 

Restam seis filhos maravilhosos
Incluindo um poeta
Bom de coração e amoroso
Esse que sempre lembra de mim
Imploro felicidades aos meus filhos
Rezando pedindo à Deus
O amor, amor que não tenha fim

Dei meu amor pra eles
Espero que devolvam pra mim

Levo meus últimos anos
Improvisando a saúde com remédios 
Mas o melhor que existe
Ainda posso dizer. É o amor, amor....de mãe.


Virgolino Lima


Poesia de Giselda Camilo - Exílio de Amor

Foto - Web

Exílio de Amor

Envolvida nos seus caracóis
Que trouxe até mim
Vivo em total exílio de amor
Exílio que à solidão pôs fim

E, assim, vivo perdida
Perdição de amor que me completa
Perdida com você e em você
Na estufa de flores da janela

E nos seus caracóis me enrosco
Dia e noite por semanas, meses, anos
Na prisão de um exílio de amor
Que me prende, que me provoca ardor

Exílio do qual não quero mais sair
Sentir sempre a sensação e ouvir
Ondas dos caracóis nas suas madeixas
Gritar te amo e não ver você partir

Nesses caracóis adormecer
Ouvindo belas melodias
Plenas de poesias
Cabeça em seu ombro
Ter você, no amanhecer,
Para me acordar todos os dias.

Giselda Camilo

Poesia de João Diego - Mãe de todo o mundo



MÃES DE TODO O MUNDO

Como é lindo e maravilhoso ser mãe,
Em todas as épocas,
Hoje como outrora.
A história remonta-nos para Belém,
Onde Jesus nasceu
Em uma manjedoura.
Ser mãe,
É ser parturiente e procriadora,
Numa maternidade,
Qual ser vivo em Jesus.
É a natureza 
Dominante e criadora
Que resplandece,
Em seu manto de luz.
Carinhosamente se transfigura
Envaidecida!
É a glória de ser mãe,
É o desejo de dar á luz...
É um ser que nasce para o mundo,
Para a vida,
Apoteose da mulher-mãe,
Em apogeu que reluz.
Como é doce e terno
O amor de mãe,
Que aos seus filhos tanto devota;
É o sentimento mais puro de alguém,
Que ama,
Num enlevo que exorta.
A todas as mães do Universo,
Que ao mundo,
Seus filhos doaram!
Tem legitimidade e é incontroverso,
O alto valor
Que ao mundo prestaram....


  Maio de 2017 -João Diogo


20 de abr de 2017

Poesia de Giselda Pereira - Pintando o mês de abril


PINTANDO O MÊS DE ABRIL

Peguei o meu lápis
Tantas cores misturei
Pra pintar o mês de abril
Vibrando eu comecei

Veio cheio de flores
O glorioso mês de abril
Com chuva ou com sol
É sempre primaveril

Abriu alas pra vida
Renovou toda alegria
Tudo veio diferente
Nova vida que surgia

Bendito mês de abril
Que veio cheio de amor
Parecendo um arco - íris
Afastando toda dor...

Giselda Pereira
18/04/2017


19 de abr de 2017

Poesia de Margarett Leite - Todo dia é dia de índio

Fonte - www.afirmapelavida.org

Todo dia é dia de índio

Correndo nos prados verdes do Brasil 
banhando-se nas águas límpidas dos rios 
na imensidão de uma terra farta 
os seus filhos primeiros viviam em harmonia 
comia os frutos do mar e da terra 
não poluíam e não destruíam as suas florestas
não tinham deuses malignos, só o sol e a lua 
respondiam os apelos de tupã o grande pai 
com suas crianças , os curumins,
baixavam-se a altura deles para os ouvirem 
e respeitavam os mais velhos 
 ouvindo e aprendendo com eles 
não moravam em ocas solitárias os velhos 
pelo amor que eles tinham aos antigos 
usavam penas das aves coloridas para se ornarem
amando a mãe natureza, e seus frutos
quando nascia o astro sol eles agradeciam 
quando a lua clareava a escuridão da noite 
faziam cânticos e danças ao luar 
todo dia era dia novo e feliz 
porque eles ainda vivem e a terra mãe os ama 
os homens brancos que vieram dominá-los 
tentaram escravizar os donos da terra 
mas não conseguiam , eles lutaram 
 e morreram aos milhares, mas são donos 
primeiros da terra, todo dia é dia dos índios.
Os colonizadores trouxeram consigo
dores , morte, doença, ambição e poder
hoje escutem o som das cachoeiras 
vejam suas florestas devastadas 
por monstros de cimento e ferro 
todo dia devemos considerar 
 nós homens de origem diversas 
que reinaram e colonizaram 
esse país que tem a forma de coração 
que já era conhecido pelos fenícios 
que acharam um papiro onde mostrava
um mapa, falando em país que seria 
o coração do mundo, honremos 
os homens que primeiro habitaram 
os verdadeiros brasileiros.
Somos invasores. Mas somos brasileiros

Margarett Leite



18 de abr de 2017

Sarau Poético - Convite


Poesia de João Diogo - Páscoa


PÁSCOA


Radioso e constante
Como se fora um debutante;
É este presente da era cristã!
Em que ele é o garante
Deste hoje frutificante,
Até aos dias do amanhã.
Naquele madeiro sofredor,
Imolado na crueldade,
De braços abertos, o Senhor,
Abraçava toda a dor
Imputada à humanidade.
Hoje aqui acontecemos!
Fazendo jus ao que concebemos
Neste presente que nos premeia.
Termos Jesus como referência
Além duma melhor experiência
Como elo, que a todos lisonjeia.
Agradecendo,
E até correspondendo,
As oportunidades que se abrem.
Como os belos momentos de amor,
Que hauridos do Senhor,
A muitos comprazem.
Realidade Universal,
Comum a todo o mortal.
Quer seja ateu ou cristão;
Deu-nos uma natureza vigente,
Desde o passado ao presente;
Até ao fim da geração.
Nesta Páscoa d era atual
Que abraçamos com fervor...
É tão gracioso como até natural,
O enlevo a este Deus imortal!
Que nos atinge,
Com todo o seu amor.

Recife- 16 de Abril de 2017

João Diogo

11 de abr de 2017

Poesia de Giselda Camilo - Páscoa



Páscoa



                                                   P alavra
                                                   Á vida
                                                   S ublime
                                                   C ompleta
                                                   O riginal
                                                   A mor



Giselda Camilo

3 de abr de 2017

Poesia de João Diogo - Andorinhas de Regresso

Fonte - http://munddoaves.blogspot.com.br

ANDORINHAS
DE REGRESSO


Ante uma arribação
Aguardada
Como se fora
Um filho adormecido!
Andorinhas que no seu vaivém,
Dão o tom,
Pelo espaço esvoaçando;
Quando em grupo
Bem unido,
Descrevem acrobacias
Em seu corpo alado,
Levitando.
Voláteis, elas se recreiam,
Na beleza da sua rotina!
Deambulando com destreza
O embalo da sua passagem...
Qual magia da evolução
A norteá-las, apesar do clima,
Que a brisa da noite
Aconchega,
Como se fora uma miragem.
Alegres,
Estes pássaros noturnos,
Que a primavera abriga
Como unos...
Em seu reduto de
Andorinhas ligeiras.
Quiçá a desenvoltura,
Planejada na postura,
Tão supostamente
Ensaiado!
Qual esplendor
Assumido,
Ante um regresso
Embelezado.


JOÃO DIOGO
Recife 1 de abril de 2017


14 de mar de 2017

Poesia de Virgolino Lima - Bela Poesia


Bela poesia  

Bela poesia
Levita os desejos da mente
Explorando o coração
Na convicção do amor existente
Ao se debater nas laterais do universo
Mais amor para nós eu peço,
Para flutuar e contornar as linhas do horizonte
Fazer um grão de areia virar um monte
Fazer um olhar seu virar raio de luz
Sentir suas carícias
Como as areias da praia
Sentem o carinho das ondas
Mansas e serenas como teu olhar
Ouvir suas gargalhadas
Como canto da sabiá.

Virgolino Lima