26 de nov de 2016

ATENÇÃO



Devido à problemas técnicos, hoje NÃO será transmitido o Programa Sábado Poético - Rádio Amparo FM.

Até o próximo sábado!


25 de nov de 2016

Poesia de Selma Ratis - Com prazer


Poesia de Giselda Pereira - O ciúme da chuva pela lua



O CIÚME DA CHUVA PELA LUA 
( Histórias que minha avó contava e que transformei em poesia)

A Chuva era generosa
Ajudava encher os rios
Molhava as plantações
Não deixando os potes vazios
Procurando ser passiva
Nos seus grandes desafios...

Mas conta uma bela senhora
Que nas noites de Lua cheia
A Chuva se chateava
Com o clarão das aldeias
Então ficando com ciúmes
Encharcava as areias...

A Lua com sua beleza
Deixava a chuva magoada
Em todas as fases que estava
A lua vinha iluminada
E a chuva ficou pensando
Como deixa-la apagada...

E a bela senhora contava
O que a chuva ficou a pensar
Numa bela noite
De falar com o bravo Mar
Que as ondas fossem tão fortes
Pra Lua se afogar...

Mas o Mar , que também era
Pela Lua apaixonado
Falou pra Chuva assim
Deixe esse ciúme de lado
Misture suas águas as minhas
E  me deixe enamorado...

E no final da história
Caiu uma chuvarada
E a bela senhora contou
Que a Chuva era amada
Que não tinha mais ciúmes
Pois estava apaixonada...


     Giselda Pereira

15 de nov de 2016

Poesia de Madalena Castro - O Sorriso do Menino

Fonte - Felipe Lima (DigiForum)

O SORRISO DO MENINO

À noite, havia chovido
O céu estava nublado
Eu andava com atenção
Pelo caminho molhado
Quando vi que um menino
 Caminhava ao meu lado

Era um menino bonito
Com nariz bem afilado
Por veste, só tinha mesmo
Um short velho e rasgado
Deu um sorriso pra mim
Depois seguiu apressado

E aquele belo sorriso
Comigo ficou guardado
Foi um sorriso amarelo
De um menor abandonado
Que, para mim, terá sempre
Grande significado

E lá se foi o menino
Pelas estradas da vida
Sem rumo e sem direção
Sem amor e sem guarida
Deus não permita que seja
Mais uma ovelha perdida


               Madalena Castro            
  12/08/15

Poesia de Giselda Camilo - Sempre Super

Fonte - Romário Farias

Sempre Super

Para alguns
Completamente sem pudor
Linda, formosa e nua se mostrou
Para outros
Se vestiu de bailarina com collant
E fez das nuvens frufrus esvoaçantes
E para muitos
Completamente envergonhada
Seja por estar nua ou não saber dançar
Se escondeu e não quis se mostrar
Muitos te procuraram para se inspirar
Poetas, amantes da poesia e namorados
Olhando horas para o firmamento
A ti procurando
Todos querendo ler a beleza do teu recado
E mesmo sem vê-la, para sua beleza adorar 
Esses singelos versos fiz para te homenagear
Sabendo que outra hora, outro dia
Conosco, bela e inspiradora,
Sempre super, querida Lua,
Rainha dos céus, como sempre, 
De volta estará
E com AMOR estarei aqui a esperar.


Giselda Camilo

14 de nov de 2016

Poesia de Virgolino Lima - Super Lua


Super Lua


Há tempos lhe esperando

Chegou a sua noite
E com seus mistérios
Venha oscular meu amor
Sua grandeza nos encanta
És a dama da noite
Com meu amor lhe esperando
Desde a boca da noite
Reproduza nossa sombra no chão
Com meu amor de perfil
Assistindo sua exibição
Desejando viajar contigo
Tendo sua luz
No nosso abrigo
Tenho que lhe agradecer
Pela sua apresentação
Sei que você se vai
Mas ficarei eternamente
Com meu amor no coração.


Virgolino Lima

7 de nov de 2016

Poesia de Virgolino - Foco na vida

Imagem da Web

Foco da Vida 

O foco da minha vida
Ainda é a paz e o amor
Pois forte é o homem
Que acredita no amor
Sou um soldado em meio a
Uma guerra
Um visionário da paz
Uma barricada vazia
Um campo de concentração aberto
Sou a dúvida? Sou errado?
Sou estradas do deserto
Ora estou longe
Ora estou por perto
Tenho o olhar discreto
Da vitória
Sou a glória dos vencidos
A virtude dos generais
Sou ansiedade dos soldados
Sou garra do amor
A bandeira branca hasteada
Sou notícias espalhadas
Que a guerra acabou
Sou o abraço da família
Abraçando os soldados
Que voltaram
Sou o tom dos clarinetes e cornetas
Saudando a paz e o amor.

Virgolino Lima

6 de nov de 2016

Poesia de João Diogo - Tempo frio, com catanhas


“TEMPO FRIO, COM CASTANHAS”

Ao que me parece
Está frio!
Retalhado
Em infinitas faces...
Como senão bastasse
Lembra-me o Estio;
Quando o calor aperta,
Em todas as suas fases.
Sejais vós,
Deliciosas castanhas!
O meu leme na madrugada fria!
Alvorecendo meu ser
Na desfolhada da memória...
E do meu corpo!
Nessa orvalhada gentia,
Que junto à lareira escutava,
Uma linda e quente história.
“Como se o Favo de mel,
Que em minha boca esboça,
Qual polpa carnuda,
Que a castanha adoça!”
Enregelasse meu corpo,
Ante um clima friorento e arrepiante!
Que a estação premeia;
Como castanhas
E o frio que as rodeia...
Minimizando o cenário frígido!
Ante uma tradição,
Altamente, deslumbrante...!

Recife, 05 de Novembro de 2016
João Diogo

4 de nov de 2016

Poesia de Giselda Pereira - Novembro Azul




NOVEMBRO AZUL

SER MACHO
É o exame encarar
Pra doença não lhe pegar...

SER MACHO
É deixar ser tocado
E ser pela vida apaixonado...

SER MACHO
É ser homem de verdade
Faça o seu exame
Não fuja da responsabilidade...

SER MACHO 
É não ter medo
De um simples toque
Pois a vida ,não é brinquedo...

Seja MACHO,seja HOMEM
Vá o seu toque fazer
Evite esse grande mal
E não se deixe morrer...

GISELDA PEREIRA

2 de nov de 2016

Poesia de Lucélia Gomes - O meu silêncio...



Imagem do Google

O MEU SILÊNCIO...

Diz tudo
as vezes até me surpreendo 
e no recluso fico mudo 
não arrasto o tempo
observo tudo
e penso...

As vezes o silêncio 
confunde-se 
não diz nada
só uma ponta de tristeza resvalada 
no canto da pálpebra
deixa tenso
respiro fundo ...

Não sei ficar muito tempo calado 
a dinâmica do verso ressalva 
e quando me faltam palavras 
Até o meu gemido fala...


Lucélia Gomes


30 de out de 2016

Poesia de Madalena Castro - Meu filho adotivo


MEU FILHO ADOTIVO


Sob uma chuva fina
Estavas abandonado
Desprezado
Jogado no lixo

O vento, a todo instante
Querendo arrancar-te os pedaços
Agitado, giravas pra lá e pra cá
Pedindo socorro


Cheguei perto de ti
Vi que falavas de amor
Com emoção te segurei
E te acomodei em meus braços

Resolvi te adotar
Recuperei teu corpo
Rejuvenesceste
Ficaste novinho

Entre outros
Na minha estante
Muito à vontade
Esqueceste até
Que foste adotado

Jamais esquecerei
O sentimento
Que nasceu entre nós
Naquele dia

E toda vez que te vejo
Acaricio teu corpo
E te amo mais

Livro querido.

Madalena Castro
Livro: Porto dos Sonhos

Homenageados no Sarau da Biblioteca Pública de Olinda (28/10/2016)

Poeta José Anderson

Gestor da Biblioteca Raimundo Viana


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