3 de dez de 2017

Poesia de Madalena Castro - Sino do meu coração


SINO DO MEU CORAÇÃO

Bate o sino pequenino
Bate com emoção
Que a alegria
Tomou conta
Do meu coração

Paz na terra
Peçam todos
A uma só voz
Que o Deus
Deus menino
Já está entre nós

Hoje a noite é festa
Pra comemorar
O Natal feliz
Que está pra chegar

E agradecer
Graças alcançadas
E toda amizade
Que foi conquistada

Bate o sino Pequenino
Bate com emoção
Que a alegria
Tomou conta
Do meu coração

Paz na terra
Peçam todos
A uma só voz
Que o Deus
Deus menino
Já está entre nós

  
Desejo um Natal
Com muita fartura
Mais fraternidade
Entre as criaturas

E um Ano Novo
Cheio de alegria
Paz, Prosperidade
Pra toda família


Bate o sino pequenino....


Madalena Castro

Confraternização da SPVO 2017

Confraternização da SPVO

Local: Jardins da Biblioteca Pública de Olinda
02/12/2017

Mais fotos clique aqui

Poesia de Eduardo Pereira (Dudu) - SPVO





28 de nov de 2017

Poesia de Sérgio Accioly - Olinda



Olinda


Olinda -
Terreno de colinas,
de carnavais,
de ruas, becos e ladeiras,
de subir.

Do Alto da Sé,
a ver o mar,
e o casario colonial.

Que respira o ar republicano,
desde o tempo de João Fernandes Vieira,
de uma multidão de heróis,
que começaram, com muita luta,
a erguer um país.

País da liberdade,
país de nobres guerreiros,
país de gloriosos poetas, 
país dos brasileiros.
País de Olinda! -
Brasil!


Sérgio Accioly

Poesia de Neide Germano - Pernambucar é...


Pernambucar é...

O meu pernambucar não é estritamente geográfico
Nem foneticamente ortográfico
Embora excessivamente poético


O meu pernambucar 
Ta na pureza do meu canto
No meu modo de falar
De etimologia popular


O meu pernambucar está nos meus gestos
No meu jeito de ver a vida
Na espontaneidade dos meus versos


E é por isso que eu digo:
Pernambucano não se exibe se amostra
Não se atreve se enxire
Não manda beijo, manda xero com “x”


Pernambucano não se apressa se avexa
Não fica zangado, fica arretado
Não canta música, canta meludia


Pernambucano não faz show, faz espetáculo
Quando não verseja, faz prosa
Quando não prosa, anedota
Quando não anedota, palestra


Pernambucar é ...
Adocicar o imperativo
Substantivar o adjetivo
É transformar o substantivo em verbo


Pernambucar é assim:
Eu Pernambuco
Tu pernambucas
Nós pernambucamos...


Poesia de Alessandra Brander - Cordelista


CORDELISTA

C umpre a métrica
O rganizado na rima 
R espeitável público 
D estemido no que faz 
E xcepcional repentista 
L ouvável é a sua 
I nspiração poética 
S omado a sua arte 
T erno de alegria 
A o cordelista que me contagia



Parabéns a todos os cordelistas!!!


Alessandra Brander

Poesia de Margarett Leite - A morte é a liberdade da alma


A morte é a liberdade da alma


Chora-se rios de lágrimas
mas o tempo nos trás a calma
e a esperança da vida eterna
o entendimento que tudo que voa,
e precisa dessa liberdade.
Voa pássaro liberto
dos pecados carnais,
das ânsias e das dores,
voa, como as asas que coloridas
sobrevoavam a janela
nas manhãs ensolaradas,
sob o por de magnifico 
sol nascente. Voa livre. 
Nos domingos missa na matriz
noutros domingos missa e paz.
Morrer em pleno carnaval ??
Deixou medo , pavor na minha alma,
quase insanidade , o que fazer ?
Solidão , roupas ainda tuas espalhadas,
comidas silenciosas guardadas,
e a voz de um violão que não tocava mais.
Paz , paz e mais paz ...está chegando 
mais um natal ...luz para você sempre!
Mãos livres dos grilhões da carne vã.
Juventude eterna . Coração que pulsa,
noutros ares. Luz e mais luz. Para clarear
o teu caminho de paz eternal.

Margarett Leite

Poesia de Giselda Camilo - Desejos na Aurora


Desejos Na Aurora

Cores do amanhecer
Olhos que miram 
Imaginação que voa
Desejos que rodopiam
Quase visíveis 
E se largam
Da janela do quarto
À sua procura
Para a você dizer
Quanto dói ver
Todo dia
A vida passar 
Sem aqui 
Sua presença contar
Para, comigo, apreciar
E viver
A dádiva do Pai
A todos nós conceder.



Giselda Camilo
26/05/2017

Poesia de Sérgio Accioly - Percurso



Percurso


Morder as palavras com o silêncio,
quebrá-lo com as palavras.
- Apenas percorrer o espaço presente!

Mastigar os versos com o lirismo,
expandi-lo com os versos.
- Apenas percorrer o tempo presente!

Poesia correlata é poesia viva! 

O que nós podemos dizer sobre a vida
e sobre o amor?

Sérgio Accioly

13 de ago de 2017

Poesia de Alessandra Brander - Ao meu pai herói das minhas histórias


Ao meu pai herói das minhas histórias...


Divido o meu amor de filha pra pai!

Ao artista, compositor e poeta das inspirações...

Ao palhaço de cara limpa que me faz sorrir das suas peripécias...

Ao meu pai que não mora comigo, mas habita na casa do meu coração

A Deus agradeço por sua história de vida... do qual posso compartilhar.


Feliz dia dos pais

Alessandra Drander
13/08/17

8 de ago de 2017

Poesia de João Diogo - As Vidimas

Fonte - Erico Santos

VINDIMAS


No Universo, as Vindimas;
Contrastando com viçosas culturas...
São, como se fora molduras,
Ilustrando castas, em forma de rimas.

Semeadora de cachos preciosos!
Ela abre todas as portas mundiais;
Nas ramadas, suas colheitas anuais,
Vêm beijar seus mostos generosos.

Com todo o glamour que a vindima exala...
Há todo um élan que a vindima oferece;
É a tradição que anualmente agradece,
Os mais belos vinhedos, que a vindima escala.

Ao tornar as colheitas mais rotativas
E porque não, mais suculentas!
As vindimas têm, o condão de estarem isentas
Às formulas pioneiras e primitivas.

O Céu de estrelas se veste!
Em fluídos de vermelho e misticismo!
Qual vibração no nosso organismo,
Ao introduzir o néctar, que a vindima reveste.

Com a alegria mais acesa e adocicada
Nossas cabeças, ela invade com sutileza!
No seio dos seus sabores, a natureza,
Convida-nos, para uma vindima aromatizada.


RECIFE- 2 DE AGOSTO DE 2017

João Diogo

Poesia de Sérgio Accioly - O meu amor



O meu amor



Eu anseio por teu amor,
peço-te  compreensão.
Por teu amor, sou capaz de tudo,
de suar a testa, 
de escrever mil poemas de amor,
de estar a frente na passeata,
de fazer tudo o que tu queres. 
Eu te amo, e o meu amor é tudo,
mas eu quero o nosso amor,
forte, carinhoso e sexual,
para fazer o mundo vibrar,
o mundo tornar-se uma coisa boa,
e as nossas vidas, leves passagens
em um tempo bom, se tornarem céus.

Sérgio Accioly

Poesia de Giselda Camilo - Palavras repetidas


Palavras Repetidas

Todas as palavras já ditas
Mas vou repetir
Amor, saudade, carinho, ausência
"Avental sujo de ovo"
Frase mais que completa
Para definir imagem de mãe
Ela, dona da nossa infância
Afugenta o medo do escuro
Alimenta nosso corpo
Com seu leite e com o pão
Nos tira de suas entranhas 
E no mundo nos encaminha
Segurando nossas mãos 
Para os primeiros passos
Preparando-nos para a caminhada
Sabendo que não é fácil
E com o coração aos pedaços
Ao saber que a partida é certa
E pelo mundo um pedaço de si
Irá continuar a jornada que escolher
Ela chora, ela rir
Ela reza, ela entrega
E lá se vai sua cria
Mas seu lugar com ela estará
No coração, na cadeira vazia,
Na cama com lençóis intactos
E mesmo que a distância seja grande
Ali, ao seu lado, sempre presente estará.
E quando se vai 
Sua essência permanece
Todos os dias
Pois pedacinhos seus ainda vivem.



Giselda Camilo 
13/05/2017

7 de jun de 2017

Poesia de João Diogo - Meu canteiro de mimosas


MEU CANTEIRO DE MIMOSAS


Não tenho, mas muito desejava...
De certeza me entristece!
Ter mimosas... Oh!  Como adorava!
Mas no maior desespero busquei
Por todo o Brasil, não encontrei,
Aquela, que me enlouquece.

Vi terras para mim desconhecidas!
Assim como outras terras por onde andei...
Flor mimosa, nem uma parecida;
Talvez porque o clima tropical
De tão quente e sazonal
Não produzisse, nem nas terras que inventei...

Gosto muito da mimosa flor!
Nunca tive um canteiro meu;
Se eu tivesse esse amor
Mais o jardim do meu encanto;
Seria gratificante o meu espanto
E da mimosa, que em mim nasceu!

Criou-se, formou-se ainda na raiz!
Na minha mente a sustentei...
Como flor ela me faz feliz
Pois a criei quase maquinalmente;
Com a aquarela, da minha mente!
Mais a poesia, que a ela dediquei.

Não faço versos de ressureição,
Não faço porque não sei!
Mas num espírito de inspiração
Daria de bom grado a vida
Duma vida que eu quero vivida
Mais a mimosa que sempre amei.


Recife- 3 de junho de 2017-João Diogo