Dicas de Leitura


2 comentários:

George DIAS DE ARAUJO disse...

Não consigo encontrar em lugar nenhum um poema belíssimo que li qdo criança do qual recordo apenas retalhos esparsos, e assim os declamo:
Elege-te olinda, tu foste a mais linda da vilas antigas
Nas largas varjada a cana crescia e ao som das cantigas dos negros escravos o caldo corria
De aldravas de pratas as portas ornadas, as damas vestidas das sedas vistosas de além importada
O olhar da cobiça faminto espreitava, e a lira do vate teu nome evocava
Um dia despertas de sonho tão belo, nas praias desertas de pau-amarelo
Um brado se ouviu: navios, navios, navios à vistas, fiéis na conquista, chegaram os bátavos, de longe se escuta os gritos dos bravos, lançados à luta.
Que podem ? Que podem? - canhões que ribombam, paióis que explodem, gigantes que tombam
Que morra o invasor, que morra o invasor.
E a flâmula holandesa trêmula e arrogante no seio da presa
De olhos abertos, teu vulto contemplo, olinda és um templo ereto na história, que as tuas riquezas, que as tuas belezas, trocaste por glória !

George DIAS DE ARAUJO disse...

Se alguém souber qualquer registro que seja acerca do poema acima (são retalhos esparsos), contate-me : georgedaraujo@hotmail.com