ANTOLOGIAS

12ª Antologia (2016)



TRAJETÓRIA DA VIDA

Na trajetória da vida
Tanta estrada à caminhar
Muitos planos são desfeitos
Sonhos sem realizar

Na infância, as descobertas
Na adolescência, fantasia
Na juventude, os sonhos
De amor, de paz, de alegria

Durante essa trajetória
Vê-se luz e escuridão
Problemas solucionados
E outros sem solução

Por final,colhem-se  os frutos
Do que plantou no passado
Quem fez o bem colhe o bem
Não há outro resultado

Madalena Castro
___________________________
11ª Antologia 


MENSAGEM

Agora sai em palavras
o desejo de dizer
de falar para o mundo
o quanto é gostoso viver!

Poder sair correndo,
sentir cabelo ao vento,
oportunizar um aperto de mão,
sentir pulsar o coração.

Vai, vai depressa corre.
Diz a todos que viver é 
poder gritar ao mundo inteiro
o grande prazer em ser mulher!

Adriana Barbosa do Carmo


______________________________
10ª Antologia (2012)



 SOFREGUIDÃO DE AMAR



Escondo no calor da chama ardente,
a dor originada de paixão,
sumida por um tempo, fui contente,
retorna com ardor ao coração.
As aves que me cercam são regentes
de  músicas vibráteis, com função
alegre, de viver as mais luzentes
histórias de amor em emoção.
Seguindo o seu cantar, procuro vê-las
passando num  ligeiro esvoaçar.
São  belas companheiras e, retê-las,
seria para mim, recomeçar
repor no  coração milhões de estrelas,
luzir sofreguidão  de muito amar. 

Dorinha Arruda


________________________
9ª Antologia (2011)



E O TEMPO PASSOU

Onde está meus sonhos de criança?
Aqueles lindos sonhos, onde andarão?
O que deles fizeste, ó vida ingrata!
Falo dos sonhos que jamais voltarão.

As fadas, os duendes,
saci-pererê.
Cadê o palhaço de perna de pau
de circo mambembe?

E o João galafoice,
que medo fazia
ao menino teimoso
que dormir não queria!

O cavalinho do carrossel
girando, girando
e sempre pulando,
e a gente tonta ficando?

Pipoca, rolete,
sorvete chupando.
Acabou-se a infância
com o tempo passando.


Rachel Carrilho


_________________________
8ª Antologia (2010)



RASTROS


por aí deixando meus rastros,
vezes fortes, vezes leves
nas cidades, arruados
nos caminhos, nos atalhos.
Também estão
sobre as ondas
nas estrelas
na face da lua
no jardim de Alá
no tempo e no vento.

Estou em plenas andanças
por aí deixando meus rastros,
vezes fortes, vezes leves.
Acho um tanto difícil
alguém me seguir:
quando estou mortal
tenho pés,
quando estou poeta
tenho asas.

     Lúcia Cardoso

_________________________
7ª Antologia



PAZ

O mundo precisa de paz para claros caminhos
Onde transitam o amor.
Quem ama sorri para a vida.
Precisamos de ontes e não de muralhas
Para atravessarmos a vida
TE AMO!
TE AMO!
TE AMO!


Yolanda Cavalcanti


__________________________
6ª Antologia (2007)


A DANÇARINA


Entre notas
deita no ritmo e se cobre
em coros.
Seu legado será uma lição
de risos e esperanças.
A noite brinca.
Arranca suores.
E se esvai de gozos.


Elizabeth Brandt
Sócia


_________________________
5ª Antologia (2005)

ARTE

Angustia que nos faz sentir poetas
Tua fecundidade adolescente
Fabrica logaritmos e retas
E cria o cantochão e o samba ardente.

O homem a quem tu tocas, do Senhor
Passa a servi então como instrumento
Do Ser, a refletir em tom e cor,
Na Tela ou no Poema, encantamento...

Artista angustiado ou, simplesmente,
A leve dançarina posta em cena,
São servos teus de coração e mente.

Qual o poeta é, na breve e dura
Criação da beleza e graça plena
De um soneto, em sóbria arquitetura.

Olimpio Bonald Neto
Sócio fundador

_________________________
4ª Antologia (2003)



INOCÊNCIA
 Dezembro.

Nas mangueiras, nos coqueiros
o perfume das flores
invade as ruas.

As acácias amarelas
falam de promessas.

Nas praças – adotadas ou não
homens e mulheres abandonados
não esperam Papai Noel.
Esperam Deus.

Maria Pereira
Sócia fundadora


_________________________
3ª Antologia (2001)


   
 INTIMIDADE


 Invadindo
Tua intimidade
Na vontade louca
Em conhecer
Teus desejos e segredos
Me vi invadida
Mas me sentindo
Livre, solta.

Selma Ratis
Sócio-fundadora

_________________________
2ª Antologia (1999)


SER FELIZ
 
Ser feliz é ter n'lma um amor maturo
E só sentir da vida o lado lindo...
É olhar o mundo e vê-lo sorrindo,
E não saber jamais algum apuro.
É não estar só, caminhar seguro!
E toda coisa boa consumindo.E
E como a flor dos bosques se abrindo,
Bebendo o orvalho das manhãs tão puro.
É não pensar na morte... Mas na vida.
E na luz, essa luz que é divina
E de sentir prazer em toda lida.
Olhar a natureza e ver suas cores,
Gravando esse arco-íris na retina
E no seu coração um mar de flores!

José de Araújo Tavares (In memória)
Sócio

__________________________
1ª Antologia (1998)


ECO

Somatório das profundas incógnitas universais,
Psicologicamente confuso comigo mesmo,
Perdido nas constantes andanças a esmo
Em busca das minhas afirmações pessoais...
Existo!... Tal qual duende ou espantalho,
Quixotescamente enfrentando moinhos-de-vento,
Como o meu caminhar cabisbaixo e lento,
Da Vida, percorro sempre o atalho...
Da própria Utopia convicto ideológico,
Solitariamente escrevo meu monólogo
- Macambúzio, violento, atroz e triste!
Na solidão estilizo o meu verbo
e, nos estertores da Dor, exacerbo
- Sou o Ser que em vida, já não existe!...

João de Assis Cavalcanti (In memória)
Sócio