8 de mar de 2012

Poesia de Pedro Cáceres


Corpos e Almas

 
Agressividade e sexo sempre andaram juntos
Disse o poeta Bandeira[1]: “...os corpos se entendem, mas as almas não...”
Corpos são primitivos –lugares comuns
Em que os instintos tateiam limites

Sendo observado – do alto da inocência infantil – um casal copulando Parece digladiar em movimentos agressivos e hostis

Despidos de almas resta – aos seres humanos – apenas a carne
Digerida no lixo das desilusões

Expostos em mesas frias de aço – os corpos são experienciados à meia-luz
Em exames lineares – anseiam por prazeres

Almas não se entendem, corpos sim
Almas merecem debruçares complexos... R e l a ç ã o
Vidas inteiras de cuidado e atenção
Merecem muito...

...do pouco de nós mesmos

Pedro Cáceres

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[1] Diálogo com o poeta Manuel Bandeira – Poema: Arte de Amar.

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