29 de jul de 2011

Poesia de Luciene Gomes


CAFUNDÓ

Nos becos estreitos de ar sombrio
Barracos em madeira, tetos de zinco
Por vidas inteiras, seguidas afinco
Olhar de esperança, frio e brio

Crianças que brincam pura inocência
Num chão batido, poeira cinzenta
Chora o menino, a mãe alimenta
A pobreza insiste, faz referência

Dos cafundós da vida, passam gente
Passam vidas, meses, dias simplesmente
Rudimentos que mantêm na essência

Em meio á violência, espalmam o jaz
Das entranhas que emanam clemência
Das esquinas que clamam a paz


Luciene B. Gomes – Luca-bg

Soneto Publicado em 2010, da coletânea
100 SONETOS PERNAMBUCANOS VOL. 01
EDITORA BABECCO

Um comentário:

CENTRO DE ARTES E CULTURA DE PERNAMBUCO disse...

Bela poesia...lirísmo puro.PARABÉNS!