2 de jun de 2011

Poesia de Regina Helena



O BARCO

Soltei-lhe as amarras e o deixei partir.
Contudo, ainda o vejo, flutuando o tempo,
Seguir viagem para o fim do mundo...
Ventos efusivos, velas enfunadas,
Singrando o desenredo que acompanha as vagas...
Engolindo entregas e escolhas
Por entre sombras e sóis adormecidos...
Barco solitário e a deriva
Esquecido da cor de seus quereres
Esvaziando as forças dos sentidos...
Olhos sem pálpebras e pupilas dilatadas
Demonizando a lágrima que ainda resiste,
Insistem que o barco já não mais existe...
Apenas o náufrago e as águas do passado.

Regina Helena


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