9 de fev de 2009

POESIA DE FELIPE JÚNIOR


DOR DE UM PALHAÇO

Confetes, doces, pintura,
Mascarados, mascaradas
Sem contar a formosura
Das fantasias douradas.
O palhaço da sinal...
É chegado o carnaval
Com frevo, passo e folia.
Põe a toca avermelhada
E co" uma roupa engraçada
Vem nos trazer alegria.

Pinta a boca de batom
Rodeando até o nariz;
Na voz busca um belo som,
Gritando pro povo diz:
"Rá, rá, rá chegou a festa
Que é de forma bem modesta
Festança boa demais.
Aproveitem com vontade
Pois é ou não é verdade
Amanhã Deus é quem faz"
E todos no mesmo passo
Fazem coreografia
Amarrados por um laço
Vão aproveitando o dia.
O povo todo sorrindo
Frevando num passo lindo...
Mas o tempo é tão fugaz
Que a noite fez despedida...
Porque as coisas dessa vida
Passam depressa demais.

O povo sai, fica mudo
Volta pro seu lugarejo
O palhaço lembra tudo
Que terminou por lampejo.
Ninguém fala do viver
Só vendo a terça morrer
E a quarta-feira chegando.
As lembranças que ficaram
Logo, logo dispersaram
Pra os que estavam ali brincando.

O palhaço busca a hora...
Vê que é por volta das duas;
Pega a roupa, vai embora
Andando só pelas ruas.
A vida que nunca espera
Voltou ao que sempre era
E, com ingenuidade,
Sentindo o triste mormaço...
Aquele alegre palhaço
Voltou pra realidade.


Poeta Felipe Júnior

2 comentários:

Anônimo disse...

Poeta Felipe Jr., bisbilhotando no seu Blog, ora só veja se pode, ainda mais sem usar de heresia, encontrei Felipe Júnior (12 Anos de Poesia)...
Pelo poema Dor de Um Palhaço, te mando um forte abraço, pois é mais um que emplaca..Vou falar de algo que me deixa um pouco sem graça, mais é pura verdade, foi no dia 30 de abil de 2003 que tomei conhecimento da existência da tal Sociedade, se tú me perguntar: Mais que Sociedade? Eu então te respondo: A Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda!!!
Um fato interessante aconteceu, nos anos de 2002, 2003... costumava eu enviar alguns poemas meu para a redação de um conceituado Jornal em circulação do nosso Estado, não imagina voçe o que eu sentí ao ver, os meus poemas publicados ser e quando tive o imesnso prazer de ler na edição na data que acima citei pra voçê, no caderno Programa, fiquei eu cheio de vida quando lí Traduzidas, o tal poema meu, ladeado com a figura de um labirínto que tinha no centro um coração, oh! que emoção eu sentí, por aquela edição, mais uma conquista na minha vida, conheça o poema:
TRADUZIDAS
Meus intentos traduzem
Refletir com amor
Comungar com a dor
Te ouvir, te sentir, te ver
Nas vielas e esquinas da vida
Procurar nos labirintos meus
Pensamentos teus
Reflexos da vida
Vida contida, Vida...

Obs. E pra minha surpresa tá aí a confusão: No roda pé do poema escreveram a tal exclamação:
João Sávio dos Santos Lima é poeta, jornalísta e membro dos Poetas Vivos de Olinda.
Comentário: Meus conhecidos ficaram em dúvida pelo tal comentário e alguns me perguntaram; João e tú é Jornalísta? Então lhes respondí; Ora pinóia, não inssistam, êles me confundiram com alguém ou erraram!!!
(Até hoje guardo o recorte original do Jornal que para mim serve de Diploma de Jornalísta e também como um Certificado de membro da Sociedade dos Poetas Vivos de Olinda!!!

Anônimo disse...

necessario verificar:)