27 de abr de 2008

Texto de Nonato de Magalhães


O juazeiro

Velho juazeiro à cuja sombra autrora
Eu ouvia a canção dos passarinhos,
Como me falas à alma, ao vento agora,
Da sanidade ao pungir de cruéis espinhos!

Ulisses Lins de Albuquerque


Meu juazeiro

Eu também tenho juazeiro
A sombra, na rede me deitei,
Na antiga Fazenda "Pitombas" eu descansei
Hoje Solar dos Magalhães é seu nome,
Meu livro eu lancei
Zenóbia minha consorte
O nome me deu
Aos "80" anos o livro publiquei!

Meu juazeiro – meu curral – minhas saudades permanentes...
O mourão do meu pai permanece!
A sombra dos sete juazeiros
Tudo isso é recordação
Quem conheceu meus pais
Vê de pranche minha aflição
Falo do passado presente;
Firo o coração, que me é saudável.

Por que eu vivo tão distante
Se, naquele solo sagrado eu nasci,
Volta-me ó Deus, aquele chão...
De poeira escaldante na estrada
Queima as folhas do meu jardim
Mas os frutos reagem: crescem! ...
Cresce e me alimenta.
Eu quero voltar pra lá!


Nonato de Magalhães – Escritor

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